Bastidores, números, contexto e referências sobre a criação artística e as políticas culturais no Brasil
Mais de 600 minutos de entrevistas - o equivalente a cinco longas-metragens - com quem faz e multiplica a cultura brasileira
Tudo que está aqui dispara discussões pela internet. Aí as pessoas se conhecem, conversam e se organizam. Participe!
Nesta reflexão, Fábio Maleronka Ferron (foto) retoma o processo criativo do projeto Produção Cultural no Brasil e lança algumas indagações: qual é o serviço que a imaginação pode prestar ao País mesmo? Para que servem os inventores, afinal?
A voz do folclore brasileiro desde os anos 40. Nascida em 1925, produziu discos, programas de rádio e TV. Estudou biblioteconomia e até hoje ensina folclore brasileiro nas faculdades de São Paulo. Em 1980 foi exibido o primeiro programa “Viola, Minha Viola”, no ar até hoje na TV Cultura.
Durante seis semanas, parte da equipe do projeto passou uma média de dez horas diárias entre quatro paredes brancas de fundo infinito, com isolamento acústico, sem janelas. O estúdio de 81,5 m2, na Vila Mariana, em São Paulo, foi ocupado por três meses.
Produção Cultural no Brasil é um trabalho multimídia que reúne 100 entrevistas em vídeo com gestores, artistas e realizadores culturais de todo o país. O material dará origem a 5 livros e é o ponto de partida para um processo permanente de discussão e reflexão sobre o que é, quem faz e como se produz cultura brasileira.
Consultor de atitude de marca e fundador das empresas Articultura e Significa, ambas em São Paulo, ele trabalha há 32 anos com patrocínios culturais e planeja a estratégia de marketing cultural de grandes empresas como Banco do Brasil, Citibank, Nestlé, Votorantim, Nokia, Adidas e Petrobras.
Ele está entre os principais executivos da história da indústria fonográfica brasileira. Lançou João Gilberto e a bossa nova no mercado nacional, estava por trás de discos e cantores centrais da MPB nos anos 60 e 70, como Elis, Gil, Caetano e Chico, e depois emplacou, na década de 80, toda a geração do rock brasileiro.
“No primeiro nascimento a gente vem da barriga da mãe e recebe aquela coisa toda. No segundo, você é quem nasce, você que se batiza. E depois tem milhares de mortes e nascimentos a vida toda. Eu tenho 73 anos, mas eu morro e renasço todos os dias”
Chiclete com Banana, Piratas do Tietê e Geraldão não existiriam como os conhecemos sem ele. Diagramador, produtor gráfico, editor e diretor de arte, criou e dirigiu a Editora Circo entre 1985 e 1996. Desde o ano 2000 comanda a Jacarandá Edição e Design, que já produziu mais de 50 títulos.