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	<title>Produção Cultural no Brasil</title>
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	<description>Uma tentativa de organização - e uma provocação - sobre a produção cultural no Brasil: 5 livros, 100 vídeos, esta plataforma online, diálogos, debates espalhados pelas redes sociais.</description>
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		<title>Leia as entrevistas do #prodculturalbr no #DiplôBrasil</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 20:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O site do jornal Le Monde Diplomatique inaugura uma parceria com o Produção Cultural no Brasil, que vai durar 10 entrevistas, 10 semanas republicando e redistribuindo na íntegra parte dos 5 livros do projeto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O site do jornal <a href="http://diplomatique.uol.com.br/" target="_blank">Le Monde Diplomatique Brasil</a> inaugura hoje uma <a href="http://diplomatique.uol.com.br/multimidia.php?id=28" target="_blank">parceria</a> com o #prodculturalbr, que vai durar 10 entrevistas, 10 semanas republicando e redistribuindo na íntegra parte dos <a href="http://www.producaocultural.org.br/videos/baixe-a-integra-das-entrevistas-do-producao-cultural-no-brasil-pdf/" target="_blank">5 livros</a> do projeto. O primeiro post é a entrevista longa com o ministro da Cultura Gilberto Gil (2003-2008).</p>
<div id="attachment_1444" class="wp-caption alignnone" style="width: 462px"><a href="http://diplomatique.uol.com.br/multimidia.php?id=28"><img class="size-full wp-image-1444 " title="diplo" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/11/diplo1.png" alt="" width="452" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Página com vídeo de Gilberto Gil feito pelo Produção Cultural no Le Monde Diplomatique</p></div>
<p>Diz o texto da parceria (<a href="http://diplomatique.uol.com.br/multimidia.php?id=28" target="_blank">anunciada neste link</a>): &#8220;A parceria garante novo frescor às discussões iniciadas quando da realização do projeto e se propõe a criar mais um fórum de discussão de políticas públicas de cultura para o país, agora sob os olhos dos leitores do Diplô Brasil, sinônimo de pensamento crítico que busca identificar, para além dos fatos, os cenários maiores que lhes conferem sentido e inteligibilidade.&#8221;</p>
<p>Leia:</p>
<ul>
<li>a reportagem no #DiplôBrasil: <a href="http://diplomatique.uol.com.br/acervo.php?id=2988&amp;tipo=acervo" target="_blank">&#8220;Lula me disse: &#8216;Faça do ministério como se fosse seu palco&#8217;&#8221;</a></li>
<li>a <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/gilberto-gil/">entrevista original do Gil no livro (pdf)</a></li>
</ul>
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		<title>Festival CulturaDigital.Br seleciona projetos por Chamada Pública Internacional</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 17:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabiagustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Festival CulturaDigital.Br, que acontecerá de 02 a 04 de dezembro no Rio de Janeiro, lança Chamada Pública Internacional de Atividades: http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica. Por meio dela, artistas, ativistas, coletivos, redes jás formadas e em formação, realizadores de todo o mundo têm a possibilidade de apresentar seus projetos e iniciativas no encontro.  As propostas serão aceitas até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://culturadigital.org.br/">Festival CulturaDigital.Br</a>, que acontecerá de 02 a 04 de dezembro no Rio de Janeiro, lança Chamada Pública Internacional de Atividades: <a href="http://culturadigital.org.br/#%21/chamada-publica">http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica.</a> Por meio dela, artistas, ativistas, coletivos, redes jás formadas e em formação, realizadores de todo o mundo têm a possibilidade de apresentar seus projetos e iniciativas no encontro.  As propostas serão aceitas até 30 de setembro e, após a data, avaliadas por um time de curadores. Os selecionados terão a ida ao Festival, que acontece de 02 a 04 de dezembro no Rio de Janeiro, viabilizada pela organização do evento.</p>
<div id="attachment_1440" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://culturadigital.org.br/"><img class="size-medium wp-image-1440" title="Site do Festival CulturaDigital.Br" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/09/Captura-de-tela-2011-09-02-%C3%A0s-14.29.01-300x164.png" alt="" width="300" height="164" /></a><p class="wp-caption-text">Página principal do site do Festival CulturaDigital.Br</p></div>
<p>Arte digital, novos arranjos produtivos, comunicação em rede são alguns dos assuntos abordados pelo evento, que tem foco em inovação e produção cultural contemporânea. Inscreva-se e programe a ida ao Rio de Janeiro no primeiro final de semana de dezembro.</p>
<p>———-</p>
<p><strong>O Festival</strong></p>
<p>Mais do que um evento para exposição de ideias e projetos, o Festival CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores, produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura, política e tecnologia, promovendo inovações.</p>
<p>De 02 a 04 de dezembro, o MAM-Rio e o Cine Odeon, no Rio de Janeiro, serão ocupados por palestras, debates, encontros, atividades mão na massa, exibições e performances artísticas. A proposta é articular referências mundiais e redes expressivas, a partir de questões relevantes da conjuntura nacional e global – como a função da propriedade intelectual na era do conhecimento e os avanços do movimento software livre, que integram a essência da cultura digital.</p>
<p>A terceira edição do Festival CulturaDigital.Br emerge no cenário de massificação e apropriação das tecnologias por jovens realizadores com um perfil marcante: eles não se encaixam no que compreendemos sobre organizações e nem estão ligados a filiações ideológicas rígidas. Também estão muito mais preocupados com a prática e o processo, descrevendo e transformando a realidade.</p>
<p>Neste debate, técnica e política jamais podem ser observadas em blocos separados. Não se trata de um movimento de negação da política, mas de confrontação das estruturas caducas. O Festival CulturaDigital.Br é uma realização da <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/" target="_blank">Casa da Cultura Digital</a>, um cluster criativo na cidade de São Paulo, que abriga mais de 15 instituições.</p>
<p>——–</p>
<p><strong>Outras Edições</strong></p>
<p>Em 2009, quando o termo Cultura Digital era emergente e nem constava na Wikipedia, o Ministério da Cultura articulado com a sociedade civil lançou o Fórum da Cultura Digital, uma plataforma com o objetivo ser um espaço para a elaboração colaborativa de políticas públicas para o Século 21, o século das redes, da informação, da produção pós-industrial.</p>
<p>Desse diálogo resultaram ações impactantes em defesa da cultura e do software livre e também o fortalecimento de políticas públicas em favor do compartilhamento do conhecimento, como a ação cultura digital do programa Cultura Viva; a defesa da reforma da Lei de Direitos Autorais (LDA); e a criação do Projeto de lei feito por meio de uma consulta pública colaborativa, o Marco Civil da Internet, enviado pela Presidente Dilma Rousseff ao Congresso, no dia 24 de agosto deste ano.</p>
<p>Nas duas edições (2009 e 2010), o público presente foi além do esperado e o encontro extrapolou suas propostas iniciais. A hashtag #culturadigitalbr esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter, figurando na lista dos Trending Topics em 2010. Nesse mesmo ano, o público online, acompanhando as palestras virtualmente, superou a audiência presencial. A edição de 2009 contou com 700 pessoas em quatro dias de evento, em 2010 o número subiu para 3.500 em três dias de atividades.</p>
<p>Uma grande arena de contatos foi formada e redes representativas do movimento, como o <a href="http://foradoeixo.org.br/" target="_blank">Fora do Eixo</a>, <a href="http://thacker.com.br/" target="_blank">Transparência Hacker</a> e <a href="http://redelabs.org/wikka.php?wakka=RedeLabs" target="_blank">RedeLabs</a> viram suas propostas serem potencializadas pela conexão entre pessoas e redes.</p>
<p>As discussões levantadas ainda ressoam na internet, por meio da rede social <a href="http://culturadigital.br/blog/2011/09/02/" target="_blank">CulturaDigital.Br</a>, um espaço se propõe a agregar as pessoas e o fluxo de conteúdos de forma inteligente, organizando a participação e documentando o debate, que conta hoje com mais de 8 mil membros ativos e abriga mais de 700 blogs.</p>
<p>Uma série de registros abertos contam esse processo. Entre eles, o <a href="http://culturadigital.br/blog/2011/09/02/blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/" target="_blank">livro</a> CulturaDigital.BR, o vídeo <a href="http://vimeo.com/24172300" target="_blank">Remixofagia</a>, o site do Fórum de 2009, o de 2010, uma série de entrevistas sobre digitalização de acervos, o projeto <a href="http://flimultimidia.com.br/retalhos/" target="_blank">Retalhos</a>, a Linha do Tempo da Cultura Digital, entre outros.</p>
<p>Após duas edições na Cinemateca de São Paulo, o evento chega ao Rio de Janeiro e pelo caráter múltiplo de sua programação, se assume como um Festival. Palestras, debates, atividades práticas, encontros, apresentações artísticas, experimentações, inovações e invenções diversas estarão presentes. <a href="http://culturadigital.org.br/#%21/o-festival/prepare-se" target="_blank">Programe</a> a sua ida ao Rio de Janeiro!</p>
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		<title>Velhos demais para virar adultos</title>
		<link>http://www.producaocultural.org.br/no-blog/velhos-demais-para-virar-adultos/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 20:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma reflexão sobre a Casa da Cultura Digital, os peixinhos de ouro e a Emília do Sítio do Picapau Amarelo por Fábio Maleronka Ferron Dia desses a Casa da Cultura Digital fez dois anos. Para quem não nos conhece, a Casa fica em São Paulo, quase no centro da cidade. Posso explicá-la de de várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma reflexão sobre a Casa da Cultura Digital, os peixinhos de ouro e a Emília do Sítio do Picapau Amarelo<br />
</em></p>
<p>por <strong>Fábio Maleronka Ferron</strong></p>
<p>Dia desses a Casa da Cultura Digital fez dois anos. Para quem <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br">não nos conhece</a>, a Casa fica em São Paulo, quase no centro da cidade. Posso explicá-la de de várias formas. Tem gente que a chama de <em>cluster criativo</em>. Seja o que isso for, parece ser a definição mais apropriada. Basicamente, no entanto, o que importa é nossa experiência cotidiana. Hoje compõem o coletivo pequenas empresas, agências e produtoras que trabalham em <strong>economia de aglomeração cultural</strong>. </p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/10755146?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/10755146">Inauguração da Casa da Cultura Digital</a> from <a href="http://vimeo.com/garapa">Coletivo Garapa</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Quem somos? Volto a dois anos atrás. Em uma manhã, rolou um encontro de um pessoal que estava querendo montar uma experiência. Tínhamos em comum essa coisa de não reproduzir o modelo das Ongs e também de não querer trabalhar na agressividade do mercadão. E precisávamos de um canto, para colocar o computador e a cerveja gelada. Durante uns três meses, a coisa ia e não ia. Estava para acontecer mas num acontecia. Pudera, né, afinal, a gente não tinha nenhum tostão furado – o que por si só é uma contingência importante. </p>
<p>Tentamos alugar uma casa na Bela Cintra. Não rolou.</p>
<p><a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/08/casa-da-cultura-digital.jpg"><img src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/08/casa-da-cultura-digital.jpg" alt="" title="casa-da-cultura-digital" width="453" height="302" class="aligncenter size-full wp-image-1434" /></a></p>
<p>Até que o Serjão Gomes, mestre de todos nós, passou pela Vitorino Carmilo e avistou uma placa de aluga-se defronte a um castelinho que serve de portal para uma vila de estilo italiano, um conjunto de sobradinhos, que inclusive serviu de locação do primeiro episódio do Castelo Rá-Tim-Bum. </p>
<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/f9gnayZb5Rc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Quando chegamos para ver o espaço, a cara que fizemos foi muito parecida com a dos meninos personagens da série quando avistam o castelo. </p>
<p>Naquela manhã, o raio chocou a cabeça do Frankestein. </p>
<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/TcLxsOJK9bs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em dois anos, fizemos muitas coisas: produzimos os fóruns de Cultural Digital; criamos e realizamos o <a href="http://www.producaocultural.org.br/">Produção Cultural no Brasil</a>;  <a href="http://softwarelivre.org/portal/geral/clone-do-blog-do-planalto-permite-comentarios-dos-leitores">clonamos o Blog do Lula</a> e organizamos uma <a href="http://thacker.com.br/">comunidade de Transparência Hacker</a> que tem 800 membros; organizamos também uma comunidade de <a href="http://rea.net.br/">recursos educacionais abertos</a>, que está pautando a questão de forma pioneira; fizemos filmes, fotos, músicas, shows, bugigangas. A lista vai longe: tem comunidade também de <a href="http://videolivre.org.br/">vídeo livre</a>, de <a href="http://garapa.org/lab/">fotografia digital</a>, de <a href="http://garoa.net.br/wiki/P%C3%A1gina_principal">compartilhamento de ciência</a>. O que não falta são coisas sendo feitas. Mas esse texto comemorativo não se pretende a balanço do realizado. </p>
<p>Quando chegamos, alugamos duas casas da vila. Agora já são quatro. Encontramos inúmeros parceiros e financiadores. Mas, como no início, continuamos duros. Não buscávamos isso, mas o fato de sermos pequenos, de trabalharmos de forma colaborativa e com inovação de formatos, nos coloca nesse lugar. Talvez seja o preço da autonomia. Sei lá.</p>
<p><strong>Peixinhos de Ouro</strong></p>
<p>Sempre que me perguntam sobre quem são os habitantes da Casa da Cultura Digital, respondo que vislumbro cinco tipos de perfis, os quais podem ser misturados ao sabor do freguês: jornalistas, artistas, hackers, cronópios e produtores. </p>
<p>O espaço está sempre aberto a esse tipo de gente, e isso faz com que, bastante frequentemente, a gente receba um mundaréu de pessoas, movimentos, blogueiros e empreendedores, nacionais ou estrangeiros, que estejam pela cidade. A Casa, pode-se dizer, é um bacana ponto de encontro. </p>
<p><a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/08/dona_geralda.jpg"><img src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/08/dona_geralda.jpg" alt="Dona Geralda - Máquina Musical" title="Dona Geralda" width="450" height="600" class="alignnone size-full wp-image-1433" /></a></p>
<p>De minha parte, nesse período, testei algumas brincadeiras inovadoras, como: recriar o velho Ônibus-biblioteca de Mario de Andrade – uma das mais felizes políticas públicas de cultura já inventadas no Brasil &#8211; com leitores digitais no lugar dos livros; produzir uma aranha sonora com a Geralda, do Tato Taborda, de corpo, e músicos fora do eixo conectados às patas; montar um “penetrável” de cinema, na Cinemateca, com o cineclube Mate com Angu dentro. Tem sido legal, porque minha preocupação central pode ser criar e trabalhar. </p>
<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/xvfOs61p5jY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Aliás, essa é um elemento importante. Há uma preocupação política espalhada pela Casa, como não poderia deixar de ser, elemento que fica ainda mais acentuado em momentos de enfrentamento como o que estamos vivendo, quando aparece uma meia dúzia querendo desestruturar importantes políticas culturais. Em geral, também, as pessoas que toleram estar no nosso <em>cluster</em> trafegam pela esquerda, mais para libertárias ou anarquistas. No entanto, essa preocupação política é apenas uma das preocupações, porque o lance, afinal, é criar e trabalhar.</p>
<p>Há um ano, montou-se no porão do castelo o Garoa Hacker Clube. Outro dia passei por lá e os caras estavam mexendo no sistema que movimenta uma impressora que imprime objetos. A imagem me remeteu ao Coronel Aureliano Buendia &#8211; 32 guerras antes &#8211; na sua oficina, fazendo seus peixinhos de ouro, como descreve o clássico Cem Anos de Solidão. </p>
<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/IcYz7vKRVB0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Velho demais para virar adulto	</strong></p>
<p>Dois anos depois, penso no que virá. </p>
<p>Sem dúvida, seguiremos com nossas pautas, a inventar uma produção cultural completamente diferente e a estimular as reviravoltas no <em>nó borromeano</em> da cultura digital. </p>
<p>A cultura, livre dos anteparos, será ainda mais imaginativa. Por isso, viver uma nova produção é tão importante quanto os objetos, produtos, festivais, sites, shows, plataformas e peças que essa mesma produção produz. Nos resta, então, viver e fazer a “arte como modo de vida” &#8211; como diriam os neo-concretos. Esse é o salto mortal da cultura e sua cambalhota inventiva.</p>
<p>Estamos na sociedade do remix. Pós-tropicalista. </p>
<p>Outro dia, passei em outro canto da casa, e alguém estava manipulando um laptop, misturando trechos de músicas e imagens. A imagem me remeteu à Emília do Sitio do Picapau Amarelo, no episódio da Reforma da Natureza, quando ela pratica o remix nas suas alterações do mundo: o passarinho-ninho; o porco magro; o livro comestível; o pernilongo cantor e a reforma da personalidade das borboletas azuis. </p>
<p><a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/08/reforma-na-vaca-mocha.jpg"><img src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/08/reforma-na-vaca-mocha-300x204.jpg" alt="" title="reforma na vaca mocha" width="300" height="204" class="aligncenter size-medium wp-image-1435" /></a></p>
<p>É essa a nossa proposta de mundo &#8211; o mundo do remix.</p>
<p>O Aristóteles usa a ideia de Tiquê como uma causa oculta para a razão humana, para o &#8220;acaso&#8221;. Acho que foi o tiquê que nos fez estar dois anos juntos, brincando de meta-produção cultural, realizando workshows e vivenciando a internet de raiz. </p>
<p>Se tem algo que posso conclamar, em homenagem a esses dois anos felizes, é que sejamos hidráulicos e objetivos. Podem até dizer que  amadurecemos, mas já somos velhos demais para virar adultos.</p>
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		<title>Financiamento cultural sem comprometer a autonomia</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 18:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Plataformas de crowdfunding começaram a se espalhar pelo Brasil desde o início deste ano. A ideia nada mais é do que a reinvenção contemporânea da famosa vaquinha, só que desta vez baseada na internet e destinada a bancar projetos culturais independentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Plataformas de crowdfunding começaram a se espalhar pelo Brasil desde o início deste ano. A ideia nada mais é do que a reinvenção contemporânea da famosa vaquinha, só que desta vez baseada na internet e destinada a bancar projetos culturais independentes</em></p>
<p><strong>por Lucas Pretti</strong></p>
<p>(publicado originalmente no jornal &#8220;Le Monde Diplomatique Brasil&#8221;, junho 2011<br />
<a href="http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=955" target="_blank">http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=955</a>)</p>
<p><a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/06/crossfunding_site.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1425" title="ilustração de Allan Sieber" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/06/crossfunding_site.jpg" alt="ilustração de Allan Sieber" width="350" height="228" /></a></p>
<p>Dinheiro é sempre o problema dos produtores culturais, seres estranhos estes – afinal, quem mais sente prazer ao tentar o equilíbrio (talvez) impossível entre manifestação artística genuína e viabilidade comercial? Até pouco tempo, havia no Brasil três saídas para o problema &#8220;quem banca a minha arte?&#8221;, todas com algum nível de contradição: ficar atento aos editais públicos (migalhas do orçamento distribuídas a alguns poucos felizardos); convencer empresas a reverter parte de seus impostos via leis de incentivo fiscal (e submeter o projeto aos interesses da marca); ou &#8220;empreender&#8221; (o que, em muitos casos, significa &#8220;vender cerveja no bar do teatro para produzir a peça&#8221;). Tudo muito duro e absolutamente ligado à sorte de ser escolhido por comissões duvidosas, ter amigos ou parentes influentes nos departamentos de marketing ou atrair alguns bacanas para comprar a cerveja salvadora.</p>
<p>Mas eis que veio a internet, tempos estranhos estes – afinal, quando mais houve tanta semelhança entre questionar e pertencer ao sistema? Ter uma ideia relevante, conseguir espalhá-la pelos nichos de interessados no assunto e falar, falar, falar, foi a possibilidade que a sociedade em rede proporcionou aos produtores culturais. A febre recente no Brasil dos sites de crowdfunding mostra que o futuro e a garantia das produções brasileiras independentes (talvez) estejam exatamente na comunicação entre pessoas em rede.</p>
<p>A tradução literal de &#8220;crowdfunding&#8221; é &#8220;financiamento pela multidão&#8221;. Lógica simples, nada mais que a reinvenção contemporânea da vaquinha. Se cada um de nós tem R$ 50, juntos podemos ter milhares de reais. Desde o início do ano, mais de vinte sites brasileiros se propõem a intermediar o contato, a vaquinha, entre criadores de projetos e a multidão financiadora.</p>
<p>Com exemplos fica mais fácil entender. A jornalista paulistana Natália Garcia, de 27 anos, concebeu o projeto <a href="http://cidadesparapessoas.com.br/" target="_blank">Cidades Para Pessoas</a>, no início de 2011, depois de pesquisar e militar durante quatro anos pela causa da mobilidade urbana e o uso massivo de bicicletas como meio de transporte em metrópoles. Ela vislumbrou a apuração profunda e a produção de dossiês-reportagem com as experiências de doze cidades do mundo na busca por um convívio pacífico da população com os carros, sem privilegiar as máquinas – e quanto isso poderia servir de exemplo, inspiração e projeto para o &#8220;desplanejamento&#8221; de São Paulo. Contatou então o urbanista dinamarquês Jan Gehl, responsável pelo redesenho de Copenhague e diversas outras metrópoles pelo mundo, e fechou, a partir dos critérios do especialista, a lista dos destinos, da qual constam, por exemplo, Roterdã e Cidade do México. O projeto duraria doze meses, um mês de vida e pesquisa em cada cidade, e consumiria R$ 25 mil – gastos reduzidíssimos, prevendo hospedagem solidária e máxima economia com voos e trens locais.</p>
<p>Natália poderia seguir um dos três caminhos tradicionais da produção cultural. Detalharia nome, objetivo geral, objetivos específicos, metas, justificativa, cronograma, acessibilidade, democratização do acesso, contrapartidas, orçamento etc. etc. etc. e submeteria tudo a meses de espera e mínimas chances de aprovação em editais públicos; faria a peregrinação entre empresas para convencer gente não tão interessada em repensar o desenvolvimento das cidades brasileiras e em associar a marca a algo que não geraria lucro nem teria visibilidade; ou tentaria o tal &#8220;empreendimento individual&#8221;, quase inviável neste caso: teria de vender cerveja demais&#8230;</p>
<p>Ela preferiu apostar em dois estudantes de administração de empresas, Diego Borin Reeberg e Luís Otávio Ribeiro, que preparavam a estreia da plataforma Catarse (<a href="http://catarse.me" target="_blank">catarse.me</a>), hoje a mais antiga (tem quatro meses) e mais bem-sucedida iniciativa brasileira de crowdfunding. A dupla reproduziu no país o modelo inaugurado pelo site Kickstarter (<a href="http://kickstarter.com" target="_blank">kickstarter.com</a>), que em abril completou dois anos de atividades nos Estados Unidos, e a realização de mais de 2 mil projetos com US$ 40 milhões arrecadados. Natália, então, produziu um vídeo apresentando seu Cidades Para Pessoas, e espalhou pela rede a tal ideia de viajar doze cidades e trazer soluções para São Paulo. Para isso, precisaria da ajuda voluntária de internautas, que poderiam doar qualquer quantia. O projeto só daria certo caso conseguisse, em três meses de campanha, juntar os R$ 25 mil. Caso contrário, os financiadores teriam o dinheiro devolvido.</p>
<p>Se tentarmos adivinhar pelas postagens no Facebook, neste momento a jornalista Natália Garcia deve estar pedalando por alguma ciclovia de Copenhague, isso se já não partiu para Oslo, o segundo destino da empreitada. Em noventa dias, ela levantou os R$ 25 mil e realiza agora, com independência absoluta, um dos projetos de sua vida – e que se tornou o primeiro grande case brasileiro de crowdfunding. Um trabalho jornalístico de interesse público indiscutível, financiado pelas pessoas, que só puderam se conhecer e colaborar porque estavam conectadas em rede.</p>
<p><strong>Não é só bom coração</strong></p>
<p>Dizendo assim, parece que todos os problemas estão resolvidos. Basta algum trabalho de divulgação na internet e, pronto, há dinheiro para qualquer coisa. Pura ilusão, ainda bem. Há duas características comuns entre os projetos que conseguiram se viabilizar via crowdfunding no Brasil, um país de cultura colaborativa por natureza, sem dúvida, mas também bastante desconfiado quando o assunto é dar dinheiro para pessoas desconhecidas. A primeira é mesmo o interesse público, a quantidade de pessoas que se beneficiaria com a realização do projeto e a importância moral de financiá-lo. O Cidades Para Pessoas é um exemplo, assim como o projeto Morar, do Coletivo Garapa, que pretende realizar, com R$ 16 mil, uma publicação e um blog com registros fotográficos dos moradores e dos escombros dos edifícios São Vito e Mercúrio, no centro de São Paulo, desocupados e em processo de demolição, num projeto discutível da prefeitura paulistana.</p>
<p>A segunda característica é a dificuldade que o dono da ideia teria em tirá-la do papel pelas vias tradicionais. Quanto mais improvável, mais o senso de caridade entra em jogo. Costumam comover apoiadores, pequenos empreendimentos pessoais como editar um livro, reformar um teatro, gravar e prensar CDs de música, fazer um filme. Quanto mais independência, quanto menos possibilidades, mais chance. Quando, por exemplo, a artista plástica Maíra das Neves poderia planejar que muitas pessoas a ajudariam, com R$ 5 mil, a mobiliar seu ateliê, no Rio de Janeiro, com apenas 1 m2, mas um pé-direito muito alto?</p>
<p>Todas as plataformas de crowdfunding funcionam com a lógica da contrapartida. Cada quantia doada vale uma recompensa ao doador, que passa também a interagir e integrar, de certa forma, o projeto. O <a href="http://garapa.org" target="_blank">Coletivo Garapa</a> promete imprimir fotos e dar várias cópias do jornal aos patrocinadores. Já Natália Garcia vai produzir boletins semanais sobre a aventura nas doze cidades, e dar o livro completo ao final de um ano. E o <a href="http://www.movimentoelefantes.com/" target="_blank">Movimento Elefantes</a>, coletivo de big bands paulistas que pediu R$ 1.980 para prensar CDs, vai enviar para a casa dos mecenas um álbum autografado pelas dez bandas. Isso torna a relação limpa, transparente. Trata-se sempre de empreendimentos privados, com interesse específico. Se você resolver apoiar, recebe algo em troca, como numa transação comercial tradicional. Senso de justiça muito bem-vindo num tempo em que tanto dinheiro público é usado para produções privadas, a maior aberração da nossa Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) que, em geral, acaba favorecendo o marketing individual em detrimento da necessidade coletiva.</p>
<p>Não é apenas assim em países como os Estados Unidos, em que a prática do crowdfunding não é mais novidade. Claro que o interesse público e a dificuldade de viabilizar entram na conta e na tomada de decisão sobre apoiar ou não um projeto. A diferença é que, por lá, já se desenvolveu um sentimento que no Brasil ainda começa a tomar forma, pelo menos enquanto a tela do computador é intermediária: ajudar por ajudar, de graça, sem nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém feliz realizando seu projeto. Ao escolher a quantia a ser doada, é possível optar por não respeitar a lógica da contrapartida e simplesmente destinar o dinheiro. Toda a lógica da cultura digital, da vida em rede, em comunidades, é baseada nesse tipo de confiança e ajuda mútua.</p>
<p>Foi com esse intuito que o Kickstarter nasceu, em abril de 2009, em Nova York, pela mão de três jovens americanos – esse tipo de &#8220;empreendedor hype&#8221; que nasce às pencas no mundo pós-Google, pregando a flexibilidade no trabalho, a criatividade, a alegria e muita grana no final do mês, sem atropelar ninguém (ou sem ninguém perceber o atropelamento). Eles inauguraram o modelo de negócio. Uma parceria com a Amazon Payments garante a segurança das transações, que rende 5% do total para os donos (e 95% para os autores de projetos).</p>
<p>As plataformas de crowdfunding brasileiras também não proliferam à toa. É um nicho de negócio muito lucrativo, sob a lógica de intermediação há muito estabelecida pela internet, em que o intermediário não precisa acumular tanto dinheiro nem explorar seus clientes (como fazem as gravadoras, editoras, agências e outros mal-intencionados no mercado tradicional). Ganham todos. O dono da ideia tem o projeto realizado. Os patrocinadores recebem algo útil em troca, e dormem tranquilos por terem ajudado alguém de boa-fé. E os donos do site recebem os 5% de taxa administrativa em agradecimento à hospitalidade – afinal, foi na &#8220;casa&#8221; deles que as duas pontas da produção (projeto e financiadores) se conheceram. A Estante Virtual (<a href="http://estantevirtual.com.br" target="_blank">estantevirtual.com.br</a>), site que possibilita aos sebos a venda de livros por preços baixíssimos, era até então o melhor exemplo brasileiro desse negócio típico da cultura digital. Para que enriquecer se eu posso apenas facilitar a vida de muita gente e viver bem? É, sim, um rompimento com a visão de mundo do capitalismo pré-internet.</p>
<p><strong>Homo ludens</strong></p>
<p>Em 2010, o escritor e publisher norte-americano Craig Mod já tinha escrito e diagramado o livro <em>Art space Tokyo</em>, um guia de arte na capital japonesa; faltava imprimir e distribuir. Menos por altruísmo que pelo interesse de ter seu projeto realizado, ele fez um estudo detalhado de como se dar bem em sites de crowdfunding, tendo como cobaia ele mesmo. Terminou por entender a lógica do comportamento de internautas quando diante de um projeto. E descobriu a palavra mágica: jogo.</p>
<p>Segundo a teoria de Mod, publicada em <a href="http://bit.ly/craigmod" target="_blank">bit.ly/craigmod</a>, a primeira regra é não deixar o orçamento do projeto alto demais. Isso traz a sensação de que o autor está buscando mais vantagens pessoais do que realmente a viabilização de sua ideia. Claro que o custo é relativo e depende muito das proporções do projeto. A recomendação é seguir o bom senso e a razoabilidade.</p>
<p>A segunda regra é respeitar o que a revista Wiredjá postulava em março de 2007, com a capa &#8220;Get Naked&#8221; (&#8220;Fique Nu&#8221;), cuja reportagem principal discutiu a necessidade de transparência total entre empresas, instituições e pessoas nas relações pela internet. Ou seja, não mentir. Se o orçamento é R$ 10 mil, é recomendável abrir os gastos, mostrar as planilhas, mesmo que nelas esteja o valor do lucro pessoal. Quem navega pela cultura digital não vê problema nenhum nisso. A doação é mais provável quando o doador sabe exatamente onde seu dinheiro vai parar. (E isso vale para todas as esferas da sociedade em rede, política, trabalho, relações pessoais etc., mas é outra discussão).</p>
<p>A terceira regra diz respeito à quantia doada por cada apoiador. Antes de formatar o seu, Craig Mod pesquisou detalhes dos últimos trinta projetos bem-sucedidos no Kickstarter e identificou um traço comum. A maioria das doações foi de US$ 50 (23% do total), seguidas por US$ 100 (16%), depois US$ 500 ou US$ 25 (9% cada). Metade dos orçamentos dos projetos veio de pessoas doando essas quantias, levando à conclusão que se pode esperar muitos doando quantias pequenas (US$ 25 ou US$ 50) e, alguns, quantias grandes (US$ 100 ou US$ 500). Pouquíssimos escolheram doar valores muito baixos ou muito altos. Adaptar o orçamento a esse comportamento foi um cuidado que o escritor teve.</p>
<p>A última percepção de Mod talvez seja o centro de toda a questão. Cada autor de um projeto de crowdfunding pode escolher o período durante o qual as doações podem ser feitas, ou seja, quanto tempo cada campanha vai durar. Ele optou por apenas quatro semanas – exatamente por intuir a lógica do jogo. Nas duas primeiras semanas, o gráfico do dinheiro que entrou foi muito ascendente, atingindo US$ 15 mil rapidamente. Na terceira semana o ritmo praticamente congelou, para, então, na última, voltar a crescer e atingir o total de US$ 25 mil que o escritor havia pedido no início. A conclusão de Mod é que a perspectiva do jogo, da gincana, do tempo que vai esgotar, estimula as pessoas a doar, como se fosse uma tarefa a cumprir, uma competição a vencer. Tanto que, no texto em que descreve a experiência, ele afirma que, se pudesse refazê-la, tentaria captar os US$ 25 mil em três semanas, uma a menos. É mais incendiário, mais urgente. &#8220;Em crowdfunding, campanhas curtas são mais eficientes&#8221;, diz.</p>
<p>Quando se fala em cultura contemporânea baseada em redes digitais é preciso ter em mente que se fala em revolução. A perspectiva do mundo conectado e da velocidade de comunicação, interação, troca, construção coletiva, fazem delirar qualquer futurólogo hippie dos anos 60, que lutava por liberdade e por uma cultura planetária interconectada. Qualquer aparelho celular, hoje, pode fazer ligações via Skype, utilizando redes Wi-Fi e ignorando as redes de telefonia celular. Na própria essência do aparelho, do produto, está sua destruição. Esse tipo de contradição é a materialização da contracultura sessentista.</p>
<p>O crowdfunding é mais uma cor desse delírio coletivo que a internet causa por definição, mesmo com tantas empresas e governos querendo controlar o incontrolável e lucrar como se fazia há vinte anos. O mundo em rede serve para questionar, expandir, testar os limites da ordem. Em <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/claudio-prado/" target="_blank">entrevista ao projeto Produção Cultural no Brasil</a>, o produtor Cláudio Prado, coordenador do <a href="http://culturadigital.org.br/" target="_blank">Laboratório Brasileiro de Cultura Digital</a>, resume o que chama de atitude cultural pós-rancor: &#8220;A internet abre horizontes, possibilidades. Você vê coisas acontecendo, se estimula e estimula outros. Este é o desbunde. Eu vejo todos os dias gente com sonhos. Não tinha gente com sonhos até há pouco tempo. O sonho era arrumar um bom emprego, um bom salário&#8221;.</p>
<p>Na produção cultural brasileira, o crowdfunding abriu um quarto caminho, quase absolutamente puro, para levantar dinheiro e materializar ideias improváveis. Abriu a possibilidade do sonho.</p>
<p><strong>Lucas Pretti</strong><br />
Jornalista, ator e produtor cultural,<br />
integrante da <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br" target="_blank">Casa da Cultura Digital</a> em São Paulo/SP</p>
<p>&#8211;</p>
<p><strong>Plataformas brasileiras de crowdfunding</strong></p>
<p>Geral</p>
<p><a href="http://www.catarse.me" target="_blank">www.catarse.me</a></p>
<p><a href="http://www.benfeitoria.com" target="_blank">www.benfeitoria.com</a></p>
<p><a href="http://www.movere.me" target="_blank">www.movere.me</a></p>
<p>Projetos culturais</p>
<p><a href="http://www.multidao.art.br" target="_blank">www.multidao.art.br</a></p>
<p><a href="http://www.incentivador.com.br" target="_blank">www.incentivador.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.produrama.com.br" target="_blank">www.produrama.com.br</a></p>
<p>Outros</p>
<p><a href="http://www.embolacha.com.br" target="_blank">www.embolacha.com.br</a> (música)</p>
<p><a href="http://www.queremos.com.br" target="_blank">www.queremos.com.br</a> (shows)</p>
<p><a href="http://www.wacawaca.com.br" target="_blank">www.wacawaca.com.br</a> (games)</p>
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		<title>10 por cento da cultura</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 19:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja os ensaios fotográficos feitos pelo Coletivo Garapa com 10 entrevistados em 8 estados brasileiros. "Os desafios de se produzir um discurso visual para 10% da cultura foram tão grandes e satisfatórios como devem ser sempre os afazeres culturais."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se partirmos das 100 entrevistas que temos na plataforma on-line do <a href="http://www.producaocultural.org.br">Produção Cultural no Brasil</a> teremos o percentual de 10% dessas pessoas fotografadas fora do <a href="http://www.producaocultural.org.br/no-blog/como-um-quarto-branco-se-tornou-o-centro-da-producao-cultural-brasileira/" target="_blank">&#8220;cubo branco&#8221;</a> que foi nossa morada por 6 semanas.</p>
<p><object width="440" height="330"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157626457177916%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157626457177916%2F&#038;set_id=72157626457177916&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157626457177916%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157626457177916%2F&#038;set_id=72157626457177916&#038;jump_to=" width="440" height="330"></embed></object></p>
<p>Fora do estúdio, da padronização dos fundos, da luz controlada, do ambiente impessoal, a vida de cada uma dessas pessoas se mostrou simples como a nossa e tão complicada quanto.</p>
<p>Os desafios de se produzir um discurso visual para 10% da cultura, ou seja, os 10 ensaios fotográficos desses livros, foram tão grandes e satisfatórios como devem ser sempre os afazeres culturais.</p>
<p>Estivemos no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em todos esses estados pudemos acompanhar mais de perto como tudo é feito, fosse esse tudo o carnaval carioca ou pernambucano. Vimos o cinema diminuir o tamanho dos seus sets e se digitalizar em Porto Alegre. Documentamos como a música é feita, seja em instrumentos artesanais mineiros, ou na organização de um show na Paraíba. Vimos ainda como essa música vira palavra nos versos da periferia paulistana, ou em um dos mais tradicionais programas da TV. Ainda em São Paulo registramos a minúcia e paciência de quem restaura a história. E subindo pelo nordeste presenciamos como todas essas estórias dos livros ganham movimento no corpo de cada artista.</p>
<p>Se 10% de tudo que fazemos vida afora fossem tão intensos quanto esses que registramos, faltariam palavras para descrevê-los… talvez seja por isso mesmo que fazemos imagens.</p>
<p><strong>Garapa. Outubro de 2010.</strong></p>
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		<title>Conhecer a marcha, e ir tocando em frente (ou, tomar pé na maré desse verão)</title>
		<link>http://www.producaocultural.org.br/no-blog/conhecer-a-marcha-e-ir-tocando-em-frente-ou-tomar-pe-na-mare-desse-verao/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 23:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>georgianicolau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
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		<category><![CDATA[roberto taddei]]></category>

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		<description><![CDATA[Os significados do Produção Cultural no Brasil segundo o editor e revisor Roberto Taddei]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Roberto Taddei</strong></p>
<p>Dentre todos os responsáveis pelo projeto Produção Cultural no Brasil, eu sou o menos, responsável. Estive em um encontro no momento da formulação do projeto, e de outro na definição dos 100 nomes a serem entrevistados. Depois disso, disse adeus e boa sorte a todos e fui pra casa.</p>
<p>A ideia era que, uma vez terminadas a centena de entrevistas, a centena de transcrições, checagens e pré-edições, aí então eu apareceria de novo para, com olhos frescos e ingênuos, ler todo o material desde uma posição neutra: o lugar do leitor.</p>
<p>O plano deu certo.</p>
<p>Naquele dia 15 de maio de 2010, em São Paulo, tudo devia fazer sentido para quem presenciou a conversa entre os organizadores e José Celso Martinez Correia no set de filmagens (que eu, diga-se, nunca visitei). Além das perguntas e respostas, imagino que também as caras e bocas, gestos, as pequenas interrupções, pausas e respirações ajudaram a transformar esta em uma das mais célebres entrevistas deste projeto.</p>
<p>Zé Celso manipulava todos os elementos à sua volta para expandir o universo de significados do que falava. Ou pelo menos é assim que eu entendi logo depois de receber a transcrição da entrevista e debruçar-me sobre ela durante horas tentando entender a respeito de quê aquelas pessoas estavam falando.</p>
<p>Cada entrevista teve a sua particularidade. E a vantagem de eu não ter participado de nada nesse processo foi que pude perceber tudo isso no texto que me chegava da transcrição ou da checagem e edição do meu parceiro na empreitada, Aloísio Milani. Manter esse clima, mas zelar pelo entendimento do leitor, foi nossa preocupação ao longo da edição dessa centena de entrevistas espalhadas em quase 2 mil páginas de textos.</p>
<p>Fabio Maleronka me dizia, antes ainda do começo do projeto, que uma das preocupações era a de estabelecer um patamar, elevado, de onde os novos produtores culturais pudessem partir. Chega desse negócio de todas as gerações precisarem reinventar tudo nesse país, me disse uma tarde, num boteco nos Campos Elíseos paulistanos. Vamos aprender com os que já estão aí, na rua, na praça, onde quer que seja, produzindo.</p>
<p>Os 101 entrevistados, ao citarem exemplos de produções culturais, e de referências em livros, músicas, peças teatrais, filmes, espetáculos de dança, poemas, esculturas, cartazes e games, também oferecem uma pequena lista com as principais obras dos últimos 50 anos da história do Brasil. Sem ordem específica, assim mesmo, jogados aqui e acolá, um título em uma entrevista, uma referência em outra.</p>
<p>Esse material, que precisa ser compilado sem demora pelos organizadores do projeto em uma tabela ou linha do tempo, compõe um panorama das obras indispensáveis para quem quer trabalhar com cultura. Perdeu-se, é claro, o que ficou para além dos anos 60, com raras exceções, como as entrevistas com Fernando Faro e Inezita Barroso. Mas isso aí já é tema para outro projeto.</p>
<p>Nesse, foram entrevistados não só artistas e produtores, mas também os gestores, ministros e secretários culturais envolvidos com a questão. A política cultural que temos no Brasil hoje, para o bem ou para o mal, é fruto direto da ação de muitos desses entrevistados. Para entendermos um pouco mais do país em que vivemos, é imprescindível lermos o que dizem os próprios personagens dessa história.</p>
<p>E tocarmos daí em diante.</p>
<p>Sem precisar reinventar tudo de novo.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A história de uma entrevista-homenagem</title>
		<link>http://www.producaocultural.org.br/no-blog/a-historia-de-uma-entrevista-homenagem/</link>
		<comments>http://www.producaocultural.org.br/no-blog/a-historia-de-uma-entrevista-homenagem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 13:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Capa 5]]></category>

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		<description><![CDATA[Usamos este termo no projeto para aqueles entrevistados cuja trajetória fala por si só, cuja contribuição é intocável, inclassificável, indubitável. Thomaz Farkas é obviamente um deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Georgia Nicolau</strong></p>
<p>Nos termos e classificações internas que naturalmente surgem entre as pessoas que participam por tanto tempo de um projeto como o Produção Cultural no Brasil, algumas das entrevistas eram chamadas de &#8220;entrevistas-homenagem&#8221;. Usávamos o termo para nos referir àqueles entrevistados cuja trajetória falava por si só, cuja história e contribuição para o Brasil e sua cultura eram intocáveis, inclassificáveis, indubitáveis. Thomaz Farkas era obviamente um deles.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/prodculturalbr/4863766614/"><img class="alignnone size-full wp-image-1410" title="Thomaz Farkas no estúdo do #prodculturalbr" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/03/4863766614_f16fe6efa3_z.jpg" alt="Thomaz Farkas no estúdo do #prodculturalbr" width="448" height="299" /></a></p>
<p>Quando finalmente consegui o contato com a sra. Marly Mariano, esposa do Thomaz, não pude conter minha felicidade: teríamos um artista da fotografia e do documentário brasileiro em nosso estúdio. Ela escolheu um domingo, 11 da manhã, para que ele viesse sem trânsito até a Vila Mariana, local onde gravamos as entrevistas. E então no dia 30 de maio, às 11, Thomaz chegou, acompanhado de sua enfermeira. Estavam todos meio tensos, e ao mesmo tempo emocionados pela presença dele. Ao longo da divertida conversa, uma das frases mais ouvidas por nós foi: &#8220;Ah, você me faz cada pergunta!&#8221;.</p>
<p>Na cerca de uma hora em que ele permaneceu lá, sentado na cadeira, olhando para seus entrevistados e equipe com curiosidade, ele respondeu todas as perguntas que lembrava, contou sua motivação em fazer a caravana Farkas: &#8220;Eu tinha uma preocupação política. Nessa época, todo mundo tinha uma preocupação política na vida. Eu era estudante na Politécnica. Os filmes tinham  viés político, tinha um viés de estudar o que acontecia nos lugares, como as coisas aconteciam. O conhecimento do Brasil era muito interessante. Esse era o  princípio da coisa: como é o Brasil do Norte, como é o Brasil do Sul, como posso ilustrar isso?&#8221;</p>
<p>E depois sua satisfação em ver seu projeto de vida acontecer: &#8220;Tentei botar toda a minha experiência, toda a minha vida, dinheiro e tempo para fazer esses filmes. Então, por isso que resultaram 20, 30 filmes, em vez de os dois ou três que a gente pretendia fazer. Foi uma satisfação pessoal muito grande, que é o que eu procurava.&#8221;</p>
<p>No fim, quando a entrevista terminou, Farkas ainda queria mais, se disse à disposição para as perguntas que quiséssemos. Questionamos se seria possível tirar algumas fotos e planos-sequência dele, que, calmamente, com seus olhos brilhantes, respondeu: &#8220;Fique à vontade. Não tenho pressa, não tenho&#8230;&#8221;</p>
<p>Nossas superfotógrafas Gabriela Barreto e Alicia Peres explicaram então que estavam usando a câmera Canon EOS 5D mark II, que faz tanto foto quanto vídeo com muita qualidade. Ao que ele respondeu: &#8220;Então não vai errar o foco, hein!&#8221;, comentário procedido por gargalhadas no estúdio.</p>
<p>Esse texto é apenas para resgatar um dia muito especial para a equipe do projeto, e expressar nossa felicidade e satisfação de termos ouvido, ainda que por apenas uma hora, as histórias e causos deste incrível artista brasileiro. Talvez tenha sido sua última entrevista. Obrigada, Thomaz!</p>
<p>Assista ao vídeo e leia entrevista na íntegra.</p>
<ul>
<li>video: <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/thomaz-farkas/">http://www.producaocultural.org.br/slider/thomaz-farkas/</a></li>
<li>entrevista na íntegra: <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/thomazfarkas.pdf">http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/thomazfarkas.pdf</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Baixe os 5 volumes do livro Produção Cultural no Brasil</title>
		<link>http://www.producaocultural.org.br/videos/baixe-a-integra-das-entrevistas-do-producao-cultural-no-brasil-pdf/</link>
		<comments>http://www.producaocultural.org.br/videos/baixe-a-integra-das-entrevistas-do-producao-cultural-no-brasil-pdf/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 18:41:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A partir de hoje, as 101 entrevistas, mais longas e com foco aprofundado em experiências e memórias, estão disponíveis para download grátis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada um dos 101 participantes do projeto <a href="http://www.producaocultural.org.br" target="_self">Produção Cultural no Brasil</a> foram entrevistados duas vezes. A segunda entrevista rendeu um vídeo (<a href="../category/videos/" target="_self">veja todos neste link</a>) e esta plataforma multimídia. A primeira entrevista, mais longa e com foco aprofundado nas experiências e memórias de  cada trabalhador da cultura, deu origem a cinco livros de entrevistas.</p>
<p>As entrevistas contidas na obra &#8220;Produção Cultural no Brasil&#8221; estão a partir de hoje disponíveis para download gratuito em licença Creative Commons 3.0, assim  como a <a href="../no-blog/baixe-a-trilha-do-producao-cultural-no-brasil/" target="_blank">trilha sonora</a> e todos os demais conteúdos do site. Este material que você lerá foi editado de maneira colaborativa por <a href="http://www.producaocultural.org.br/quem-faz/" target="_blank">toda a equipe do Produção Cultural no Brasil</a>, com coordenação de Roberto Taddei e Aloisio Milani.</p>
<p><a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/02/capas-post.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1418" title="livros Produção Cultural no Brasil" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2011/02/capas-post.jpg" alt="livros Produção Cultural no Brasil" width="706" height="210" /></a></p>
<p>Baixe e leia as entrevistas:</p>
<h2>LIVRO 1 <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/livro1.zip" target="_blank">(zip)</a></h2>
<p><strong>André Midani</strong>, executivo da indústria fonográfica – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/andremidani.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/03/andre-midani/">vídeo</a><br />
<strong>Sergipe</strong>, catering de cinema – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/sergipe.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/06/sergipe-2/">vídeo</a><br />
<strong>Yacoff Sarkovas</strong>, presidente da Articultura e da Significa– <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/yacoffsarkovas.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/12/yacoff-sarkovas-2/">vídeo</a><br />
<strong>Fernando Faro</strong>, criador do Ensaio, da TV Cultura – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/fernandofaro.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/06/fernando-faro/">vídeo</a><br />
<strong>Ruy Cezar</strong>, fundador da Casa Via Magia – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ruycezar.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/11/ruy-cezar/">vídeo</a><br />
<strong>Toninho Mendes</strong>, editor e criador da Circo Editorial – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/toninhomendes.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/07/19/toninho-mendes-2/">vídeo</a><br />
<strong>José Celso Martinez Corrêa</strong>, diretor do Teatro Oficina – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/zecelso.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/03/jose-celso-martinez-correa/">vídeo</a><br />
<strong>Nelson Motta</strong>, produtor musical – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/nelsonmotta.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/12/nelson-motta-2/">vídeo</a><br />
<strong>Heloísa Buarque de Hollanda</strong>, escritora e crítica literária – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/heloisabuarquedehollanda.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/17/heloisa-buarque-de-hollanda/">vídeo</a><br />
<strong>Fátima Toledo</strong>, preparadora de elenco – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/fatimatoledo.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/12/fatima-toledo/">vídeo</a><br />
<strong>Sérgio Rodrigues</strong>, designer de móveis – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/sergiorodrigues.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/sergio-rodrigues/">vídeo</a><br />
<strong>MC Leonardo</strong>, MC – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/mcleonardo.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/06/mc-leonardo/">vídeo</a><br />
<strong>GOG</strong>, rapper – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/gog.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/gog/">vídeo</a><br />
<strong>Marcelino Freire</strong>, escritor e agitador cultural – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/marcelinofreire.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/14/marcelino-freire/">vídeo</a><br />
<strong>Adhemar Oliveira</strong>, fundador da rede Espaço de Cinema – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/adhemaroliveira.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/adhemar-oliveira/">vídeo</a><br />
<strong>Leandro Knopfholz</strong>, diretor do Festival de Curitiba – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/leandroknopfholz.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/12/leandro-knopfholz/">vídeo</a><br />
<strong>Chacal</strong>, músico e poeta– <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/chacal.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/14/chacal/">vídeo</a><br />
<strong>Ana Toni</strong>, diretora da Fundação Ford no Brasil – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/anatoni.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/17/ana-toni/">vídeo</a><br />
<strong>Aroldo Pedrosa</strong>, compositor e agitador cultural – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/aroldopedrosa.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/13/aroldo-pedrosa/">vídeo</a><br />
<strong>Thomaz Farkas</strong>, fotógrafo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/thomazfarkas.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/18/thomaz-farkas/">vídeo</a></p>
<h2>LIVRO 2 <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/livro2.zip" target="_blank">(zip)</a></h2>
<p><strong>Sérgio Vaz</strong>, poeta e fundador da Cooperifa – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/sergiovaz.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/17/sergio-vaz/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Antonio Albino Rubim</strong>, pesquisador de políticas culturais – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/antonioalbinorubim.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/19/antonio-albino-rubim/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Rui do Carmo</strong>, poeta do Mov. Literário Extremo Norte – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ruidocarmo.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/17/rui-do-carmo/">vídeo</a><br />
<strong>Inezita Barroso</strong>, cantora e apresentadora de TV – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/inezitabarroso.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/30/inezita-barroso-2/">vídeo</a><br />
<strong>Gilberto Freyre Neto</strong>, coord. da Fundação Gilberto Freyre – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/gilbertofreyreneto.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/31/gilberto-freyre-neto/">vídeo</a><br />
<strong>Luciana Tomasi</strong>, da Casa de Cinema de Porto Alegre – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/lucianatomasi.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/09/01/luciana-tomasi/">vídeo</a><br />
<strong>Gilda Mattoso</strong>, assessora de imprensa – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/gildamattoso.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/09/02/gilda-mattoso/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Cao Guimarães</strong>, artista plástico, cineasta e fotógrafo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/CaoGuimaraes.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/cao-guimaraes/">vídeo</a><br />
<strong>Luiz Calanca</strong>, dono da loja de discos Baratos Afins – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/luizcalanca.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/luiz-calanca/">vídeo</a><br />
<strong>Ivaldo Bertazzo</strong>, coreógrafo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ivaldobertazzo.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/ivaldo-bertazzo/">vídeo</a><br />
<strong>Maurício de Sousa</strong>, empresário e criador da Turma da Mônica – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/MauriciodeSousa.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/mauricio-de-sousa/">vídeo</a><br />
<strong>Danilo Miranda</strong>, diretor regional do SESC-SP – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/danilomiranda.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/danilo-santos-de-miranda/">vídeo</a><br />
<strong>Manoel Salustiano</strong>, dirigente do Maracatu Piaba de Ouro – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/manoelsalustiano.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/manoel-salustiano/">vídeo</a><br />
<strong>Kim Marques</strong>, cantor do movimento tecnobrega – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/kimmarques.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/kim-marques/">vídeo</a><br />
<strong>Phillippe Arruda</strong>, produtor executivo da Animaking – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/phillipearruda.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/philippe-arruda/">vídeo</a><br />
<strong>Moraes Moreira</strong>, cantor e compositor – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/moraesmoreira.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/moraes-moreira/">vídeo</a><br />
<strong>Ivam Cabral</strong>, fundador de Os Satyros – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ivamcabral.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/ivam-cabral/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>João Batista Ribeiro Filho</strong>, ex-secretário de Cultura do Maranhão – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/JoaoBatistaRibeiroFilho.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/joao-batista-ribeiro-filho/">vídeo</a><br />
<strong>Carlos Dowling</strong>, pres. da Ass. de Documentaristas (PB) – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/carlosdowling.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/carlos-dowling/">vídeo</a><br />
<strong>Luiz Carlos Barreto</strong>, produtor de cinema – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/LuizCarlosBarreto.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/luiz-carlos-barreto/">vídeo</a></p>
<h2>LIVRO 3 <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/livro3.zip" target="_blank">(zip)</a></h2>
<p><strong>Paulo Borges</strong>, produtor de moda – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/pauloborges.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/paulo-borges/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Diva Pacheco</strong>, atriz da Paixão de Cristo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/divapacheco.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/diva-pacheco/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Décio Coutinho</strong>, gestor cultural do Sebrae-GO – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/deciocoutinho.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/decio-coutinho/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Paulo Barros</strong>, carnavalesco – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/paulobarros.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/paulo-barros/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Hermínio Bello de Carvalho</strong>, produtor musical e poeta – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/herminiobellodecarvalho.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/herminio-bello-de-carvalho/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Valéria Cordeiro</strong>, da Feira de Música de Fortaleza – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/valeriacordeiro.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/valeria-cordeiro/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Flora Gil</strong>, diretora da Gegê Produções – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/floragil.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/flora-gil/">vídeo</a><br />
<strong>Kiko Farkas</strong>, designer gráfico – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/kikofarkas.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/kiko-farkas/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>David Linhares</strong>, diretor da Bienal de Dança do Ceará – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/davidlinhares.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/david-linhares/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Claudio Prado</strong>, coord. do Lab. Bras. de Cultural Digital – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/claudioprado.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/claudio-prado/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Pablo Capilé</strong>, articulador do Circuito Fora do Eixo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/pablocapile.pdf">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/pablo-capile/">vídeo</a><br />
<strong>Gérald Perret</strong>, presidente da Sociedade Cultura Artística – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/geraldperret.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/gerald-perret/">vídeo</a><br />
<strong>Tânia Rösing</strong>, da Jornada de Literatura de Passo Fundo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/taniarosing.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/tania-rosing/">vídeo</a><br />
<strong>Florence White</strong>, restauradora de obras de arte – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/florencewhite.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/15/florence-maria-white-de-vera/">vídeo</a><br />
<strong>Melina Hickson</strong>, diretora e produtora do Porto Musical – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/melinahickson.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/melina-hickson/">vídeo</a><br />
<strong>Lárcio Benedetti</strong>, consultor de patrocínios culturais – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/larciobenedetti.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/larcio-benedetti/">vídeo</a><br />
<strong>Maria Arlete Gonçalves</strong>, diretora de cultura do Oi Futuro – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/mariaarletegoncalves.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/maria-arlete-goncalves/">vídeo</a><br />
<strong>Regina Barbosa</strong>, escritora e fundadora da ONG Ideário – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/reginabarbosa.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/regina-barbosa/">vídeo</a><br />
<strong>Hugo Possolo</strong>, ator e diretor do grupo Parlapatões – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/hugopossolo.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/hugo-possolo/">vídeo</a><br />
<strong>Tindaro Silvano</strong>, coreógrafo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/tindarosilvano.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/tindaro-silvano/">vídeo</a></p>
<h2>LIVRO 4 <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/livro4.zip" target="_blank">(zip)</a></h2>
<p><strong>Paulo Henriques Britto</strong>, poeta e tradutor – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/paulohenriquesbritto.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/paulo-henriques-britto/">vídeo</a><br />
<strong>Mileide Flores</strong>, livreira e agitadora cultural – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/mileideflores.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/mileide-flores/">vídeo</a><br />
<strong>Luciane Gorgulho</strong>, chefe do Dep. de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/lucianegorgulho.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/luciane-gorgulho/">vídeo</a><br />
<strong>Geber Ramalho</strong>, membro do Porto Digital e professor de Entretenimento Digital da UFPE – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/geberramalho.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/geber-ramalho/">vídeo</a><br />
<strong>Heitor Martins</strong>, presidente da Fundação Bienal de São Paulo – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/heitormartins.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/heitor-martins/">vídeo</a><br />
<strong>Rui Campos</strong>, fundador da Livraria da Travessa – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ruicampos.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/rui-campos/">vídeo</a><br />
<strong>Fernando Yamamoto</strong>, fundador e diretor da Cia Clowns de Shakespeare – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/FernandoYamamoto.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/fernando-yamamoto/">vídeo</a><br />
<strong>Allen Roscoe</strong>, executor de esculturas – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/AllenRescoe.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/allen-roscoe/">vídeo</a><br />
<strong>Fabrício Ofuji</strong>, produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/FabricioOfuji.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/14/fabricio-ofuji/">vídeo</a><br />
<strong>Fábio Coutinho</strong>, superintendente da Fundação Iberê Camargo – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/FabioCoutinho.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/fabio-coutinho/">vídeo</a><br />
<strong>Cláudia Leitão</strong>, secretária de Economia Criativa do MinC (2011-) – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ClaudiaLeitao.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/claudia-leitao/">vídeo</a><br />
<strong>Francisco Weffort</strong>, ministro da Cultura (1995-2002) – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/franciscoweffort.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/francisco-weffort/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Gilberto Gil</strong>, ministro da Cultura (2003-2008) – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/gilbertogil.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/gilberto-gil/" target="_blank">vídeo</a><br />
<strong>Eliane Costa</strong>, gerente de patrocínios da Petrobras – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ElianeCosta.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/eliane-costa/">vídeo</a><br />
<strong>John Neschling</strong>, maestro e diretor da Cia Brasileira de Ópera – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/JohnNeschling.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/john-neschling/">vídeo</a><br />
<strong>Gil Santos</strong>, coord. técnico do Centro Coreográfico do Rio de Janeiro – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/GilSantos.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/gil-santos/">vídeo</a><br />
<strong>José Luiz Herência</strong>, secretário de Políticas Culturais do MinC (2009-2010) – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/JoseLuizHerencia.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/jose-luiz-herencia/">vídeo</a><br />
<strong>Jochen Volz</strong>, curador artístico do Instituto Inhotim – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/JochenVolz.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/jochen-volz/">vídeo</a><br />
<strong>Vincent Carelli</strong>, documentarista e diretor da ONG Vídeo nas Aldeias – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/VINCENTCARELLI.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/vincent-carelli/">vídeo</a><br />
<strong>Edu Brandão</strong>, sócio-proprietário da Galeria Vermelho – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/EDUBRANDAO.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/edu-brandao/">vídeo</a></p>
<h2>LIVRO 5 <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/livro5.zip" target="_blank">(zip)</a></h2>
<p><strong>Bruna Christófaro</strong>,coreógrafa e diretora de arte – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/BrunaChristofaro.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/bruna-christofaro/">vídeo</a><br />
<strong>Alfredo Manevy</strong>, secretário-executivo do Ministério da Cultura (2008-2010) – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/alfredomanevy.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/alfredo-manevy/">vídeo</a><br />
<strong>Carlos Augusto Calil</strong>, secretário municipal de Cultura de São Paulo – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/carlosaugustocalil.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/carlos-augusto-calil/">vídeo</a><br />
<strong>João Vieira Júnior</strong>, produtor de cinema e diretor da REC Produções – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/joaovieirajunior.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/joao-vieira-junior/">vídeo</a><br />
<strong>Sérgio de Carvalho</strong>, diretor e dramaturgo da Cia do Latão – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/sergiodecarvalho.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/sergio-de-carvalho/">vídeo</a><br />
<strong>Daniel Zen</strong>, presidente da Fundação Elias Mansour e do Conselho Estadual de Cultura do Acre – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/DANIELZEN.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/daniel-zen/">vídeo</a><br />
<strong>Márcio Botner</strong>, galerista e artista plástico – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/MARCIOBOTNER.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/marcio-botner/">vídeo</a><br />
<strong>Eduardo Saron</strong>, superintendente do Itaú Cultural – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/EDUARDOSARON.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/eduardo-saron/">vídeo</a><br />
<strong>Iatã Cannabrava</strong>, fotógrafo e produtor – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/iatacanabrava.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/iata-cannabrava/">vídeo</a><br />
<strong>Márcio Meirelles</strong>, secretário de Cultura da Bahia (2007-2010) – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/marciomeirelles.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/marcio-meirelles/">vídeo</a><br />
<strong>Paulo Mendonça</strong>, diretor geral do Canal Brasil – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/paulomendonca.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/paulo-mendonca/">vídeo</a><br />
<strong>Juliano George Basso</strong>, produtor do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/JulianoGeorgeBasso.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/juliano-george-basso/">vídeo</a><br />
<strong>Luiz Camillo Osório</strong>, crítico, professor de história da arte e atual curador do MAM-RJ – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/LuizCamilloOsorio.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/luiz-camillo-osorio/">vídeo</a><br />
<strong>José Paulo Martins</strong>, diretor do Instituto Gerdau – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/JOSEPAULOMARTINS.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/jose-paulo-soares-martins/">vídeo</a><br />
<strong>Eduardo Tolentino</strong>, fundador e diretor do grupo Tapa – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/EduardoTolentino.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/eduardo-tolentino/">vídeo</a><br />
<strong>Raquel Joffily Ribas</strong>, atriz, cenógrafa e aderecista – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/RACHELJOFFILYRIBAS.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/rachel-joffily-ribas/">vídeo</a><br />
<strong>Ailton Krenak</strong>, fundador da ONG Núcleo de Cultura Indígena – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/ailtonkrenak.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/ailton-krenak/">vídeo</a><br />
<strong>Lúcia Riff</strong>, agente literária – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/LuciaRiff.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/lucia-riff/">vídeo</a><br />
<strong>Vergílio Lima</strong>, luthier – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/vergiliolima.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/2010/08/17/vergilio-lima/">vídeo</a><br />
<strong>Juca Ferreira</strong>, ministro da Cultura (2008-2010) – <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/JucaFerreira.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/juca-ferreira/">vídeo</a><br />
<strong>Roberto Smith</strong>, presidente do Banco do Nordeste do Brasil – <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/RobertoSmith.pdf" target="_blank">entrevista (pdf)</a> | <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/roberto-smith/">vídeo</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Baixe a trilha do Produção Cultural no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 15:51:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O músico Emiliano Castro relata os bastidores das gravações, com os parceiros Yamandú Costa (foto) e Spok. Os três compuseram e gravaram as 5 faixas em apenas um dia. Veja fotos do estúdio e baixe os arquivos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As músicas usadas nos vídeos do <a href="http://www.producaocultural.org.br" target="_blank">Produção Cultural no Brasil</a> são inéditas. O violonista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yamandu_Costa" target="_blank">Yamandú Costa</a>, o maestro da <a href="http://www.biscoitofino.com.br/bf/art_cada.php?id=165" target="_blank">SpokFrevo Orquestra</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spok" target="_blank">Spok</a>, e o violonista <a href="http://www.emilianocastro.com.br" target="_blank">Emiliano Castro</a> foram chamados para compor e gravar as cinco faixas da trilha sonora. Fizeram em apenas um dia de junho de 2010.</p>
<p>Dando sequência ao propósito do projeto de abrir os conteúdos e incentivar a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_livre" target="_blank">cultura livre</a> na rede, seguem os links para as músicas, em mp3:</p>
<ol>
<li><a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/1%20-%20Acalanto.mp3" target="_blank">Acalanto</a></li>
<li><a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/2%20-%20Estrellita.mp3" target="_blank">Estrellita</a></li>
<li><a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/3%20-%20Frevinho.mp3" target="_blank">Frevinho</a></li>
<li><a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/4%20-%20Perré%20de%20Caboclinhos.mp3" target="_blank">Perré de Caboclinhos</a></li>
<li><a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/5%20-%20Rojita%20Valiente.mp3" target="_blank">Rojita Valiente</a></li>
</ol>
<ul>
<li><a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/Produção%20Cultural%20no%20Brasil%20-%20trilha.rar" target="_blank">as cinco faixas juntas</a> (.rar)</li>
</ul>
<p>As imagens do dia, pelo <a href="http://www.garapa.org" target="_blank">Coletivo Garapa</a>:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="338" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157625792319737%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157625792319737%2F&amp;set_id=72157625792319737&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="338" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157625792319737%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fprodculturalbr%2Fsets%2F72157625792319737%2F&amp;set_id=72157625792319737&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Abaixo, Emiliano Castro descreve a experiência e faz reflexões sobre o significado do projeto Produção Cultural no Brasil.</p>
<blockquote><p>Existem algumas experiências que a gente precisa de um tempo pra entender.</p>
<p>No comecinho de 2010, o meu velho, boêmio e amado amigo Fábio Maleronka Ferron, o Bugre, me apresentou o novo amigo, Rodrigo Savazoni, e me fez um convite muito sério. Naquela madrugada, na mesa dum boteco do Centro de São Paulo, a coisa mais idônea do convite era a convicção dos dois sobre a grandeza da proposta. Todo o resto me pareceu um sonho lindo.</p>
<p>Me propunham que eu arregimentasse o Yamandú Costa e outros dois violonistas de diferentes regiões do Brasil para que em um ou dois dias criássemos e gravássemos a trilha sonora de um site chamado Produção Cultural no Brasil. Em uma palavra, o site não era apenas um site, era uma plataforma que abrigava o maior debate virtual sobre cultura já feito, se não me engano, no mundo. A juventude dos músicos e o instrumento violão tinham sido escolhas do Fábio carregadas de sentido. Que eu fizesse o meio de campo entre os maiores músicos e o site; que eu tocasse o meu 7 cordas e produzisse a trilha.</p>
<p>Tento me conter, mas sou bastante dado a essa coisa de levar sonhadores a sério. Já tive provas suficientes de que bons sonhos melhoram a gente pra hora da vigília. Então, sem entender bem o que daquilo tudo era do boteco e o que seria nossa história, aceitei a deixa e comecei a procurar pontos de apoio pra transformar a encomenda em música.</p>
<p>Quatro violonistas não é sinônimo de quarteto de violões. Menos ainda com a tarefa que tínhamos pela frente: produzir com limitações de tempo e dinheiro a trilha que sintetizasse musicalmente a grandeza que os amigos me descreviam. Então a proposta idílica dos meus aliciadores, da criação coletiva instantânea e improvisada por quatro violonistas de quatro regiões diferentes do país, me pareceu a parte fraca do sonho e, já como produtor, cocei a cabeça e começamos uma longa negociação até chegar onde chegamos.</p>
<p>Sobre o Yamandú, desde a primeira conversa ao telefone até o último abraço do 18 de junho de 2010 na despedida do estúdio, a generosidade dele foi de uma grandeza inebriante. Coisa de gênio em música, profissão e humanidade. Maria Célia, sua cúmplice e produtora acho que há dez anos, também esteve entre os grandes nomes desse processo e lutou muito pra que tudo acontecesse. Gratidão!</p>
<p>Yamandú concordava comigo sobre os problemas de fazer o trabalho com quatro violonistas e Fábio e eu fomos avançando no labirinto até, com alguma ajuda da sorte, levantarmos a mais feliz das ideias: convidar o mestre Spok e fechar o trio! Trazer o Spok não era só escolher o diretor fenomenal da orquestra fenomenal de frevo (Fenomenal!). Spok é daqueles sujeitos que dão a impressão de só terem virtudes pra oferecer: generoso demais, simples e sofisticado demais, consciente da sua grandeza, presença encantadora e… musicalmente não ouso traduzi-lo aqui em palavras. (Escute-se Spok!) Final da história, os seus saxofones tinham o timbre e a excelência pra caber em todos os lugares e pra provocar, conduzir e seguir o violãozão do Yamandú.</p>
<p>No 18 de junho ensolarado em que o sonho virava história, as condições eram as seguintes: nos encontraríamos e almoçaríamos no hotel em que Yamandú e Spok estariam hospedados em São Paulo. Depois iríamos para a Casa da Cultura Digital pra tocar por umas duas horas e conceber o que seria gravado na mesma tarde no estúdio Na Cena. E assim foi. Encontro bom, comida boa, conversa boa, trânsito ruim…</p>
<p>Chegamos na Casa da Cultura Digital e havia um povo esperando pra assistir ao encontro. Yamandú deu a sentença: &#8220;Quanta mulher bonita por aqui, tchê! Temos que voltar sempre!&#8221;</p>
<p>Buscávamos em música as emoções que a equipe da Garapa, o Fábio, o Claudio Prado e as meninas ponta firme da Beijo Técnico descreviam sobre as entrevistas já filmadas que estavam sendo editadas e não veríamos naquele momento. Buscávamos excitação, brasilidade, saudade, lirismo, modernidade, irreverência…</p>
<p>Pensando no Spok, Yamandú levou um frevo inédito e nos ensinou. Spok ia simultaneamente ouvindo, entendendo e escrevendo a melodia rápida do &#8220;Frevinho&#8221;, como foi chamado. Pensei: bênção, mestres!</p>
<p>O mestre pernambucano também tinha pensado em um tema baseado no ritmo e na  levada das flautas do &#8220;perré&#8221; dos caboclinhos de Pernambuco. Desenvolvemos juntos uma segunda parte com aquele lamento bem lírico e sertanejo que faltava pra trilha. Yamandú conduzia. Conduzia a música e a sociabilidade daquele encontro estabelecendo o vigor, a profundidade musical e a soltura em todos daquela sala. Conduziu também o profissionalismo quando propôs que o resto nós pensássemos lá no estúdio mesmo pra não sofrer depois com a falta de tempo. E fomos.</p>
<p>No Na Cena os técnicos liderados pelo Rodrigo Funai já tinham preparado um tanto o terreno e adaptar a sala pras nossas necessidades foi rápido. Enquanto afinávamos instrumentos, microfones e fones, Yamandú comentou que tinha também um acalanto inédito que poderia fazer em duo violão e sax soprano e um outro solo bonito, meio toada. Perguntou se interessavam. Todos riram, &#8220;se interessavam&#8221; ele perguntava&#8230; Se não me engano gravamos o <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/3%20-%20Frevinho.mp3" target="_blank">&#8220;Frevinho&#8221;</a> na segunda tocada. A concentração era total e os poucos retoques foram rápidos. Ventilava a generosidade dos gigantes e fiquei impressionado com o ritmo da produção que imperou ali.</p>
<p>Na hora de gravar o <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/4%20-%20Perr%C3%A9%20de%20Caboclinhos.mp3" target="_blank">&#8220;Perré de Caboclinhos&#8221;</a>, nasceu no violão do Yamandú a introdução que valeu. Vejo nela um jeito baiano de tocar o violão, meio tambor meio sanfona, polegar e indicador se cutucando. Lindo! Achei que o interlúdio lírico conseguiu fazer justiça à profundidade da sua ideia original e deixamos as coberturas dos vários sax de Spok pro final porque o Yamandú tinha hora pra pegar o voo pro Rio.</p>
<p>Spok e eu respiramos um pouco enquanto era gravado o solo de violão <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/2%20-%20Estrellita.mp3" target="_blank">&#8220;Estrellita&#8221;</a>. A propósito, das duas tocadas que gravou, Yamandú me disse que depois eu editasse um errinho ali. Não sei se percebi ou não o errinho, não sei nem se existe, mas ficou o dito pelo não dito e o seu violão monumental tem todas as marcas daquele dia monumental. No final da faixa ficou a frase &#8220;Deixa gravado aí. Vai saber…&#8221;</p>
<p>Na sequência debutou o &#8220;Duo Spok e Yamandú Costa&#8221; gravando o lindo <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/1%20-%20Acalanto.mp3" target="_blank">&#8220;Acalanto&#8221;</a>. Estreia mundial naquele dia! Nos últimos momentos desta faixa, quando todos já se preocupavam com o horário do avião, Yamandú voltou a sintetizar música, profissionalismo e humanidade: &#8220;Que se dane o avião! A música é mais importante!&#8221;</p>
<p>Terminou, nos abraçamos, ele se foi e os que ficamos entramos noutra fase. Agora tínhamos pela frente as coberturas de saxofones, alguma ediçãozinha e a mixagem para finalizar o áudio e entregar tudo na mesma noite.</p>
<p>(Justiça seja feita, nesse momento foi aberta a garrafa de Red Label que já figurava na primeira versão do script apresentado lá na mesa do bar.)</p>
<p>Mestre Spok mandou ver. Ele no aquário e eu na técnica do estúdio íamos amarrando o que faltava. Enquanto determinava cada nota na perfeição ele ia também contando um pouco da vida pra toda a equipe, conversa entre as caixas de som da nossa sala e os fones dele. Ensinamento se transmite assim, empacotado nos afazeres, tradição.</p>
<p>Ajudado pelo Rodrigo Funai, que comprou a briga da equipe e deu o sangue até a hora que precisou, fiz naquela mesma hora a mixagem.</p>
<p>Mais ou menos meia noite, todos emocionados e cansados, com Spok e Claudio Prado contando as vidas, ia crescendo, fazendo história e tomando consciência a familia musical responsável pela trilha sonora dos vídeos de Produção Cultural no Brasil.</p>
<p>Existe ainda uma quinta composição no repertório dos vídeos. Uma música minha chamada <a href="http://producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/trilha/5%20-%20Rojita%20Valiente.mp3" target="_blank">&#8220;Rojita Valiente&#8221;</a> tinha sido usada na fase prévia da edição das imagens. Acho que ela se recusou a sair, criou raízes, ficou lá mesmo e virou irmã das que gravamos naquele dia. Fico muito feliz com a exceção e celebro os parceiros que me acompanham nesta faixa, João Poleto no sax soprano, Marcos Paiva no baixo acústico e Douglas Alonso na bateria.</p>
<p>Existem algumas experiências que a gente precisa de um tempo pra entender.</p>
<p>Hoje, vendo um vídeo depois do outro no site, transformado pelo conjuto das experiências contadas nas entrevistas, vou tomando uma consciência nova sobre o Brasil. Não esperava que se tratasse disso. Não esperava tanto.</p>
<p>Aquela utopia que o Fábio e o Rodrigo me apresentaram de madrugada na mesa do bar do Centro de São Paulo já tem lugar. E o engraçado é que era sonho mesmo, foi vivido como sonho pelos criadores e técnicos, por cada um dos entrevistados, e agora está no ar pra compor o sonho de todos. Sobretudo: pra melhorar a nossa vigília!</p>
<p><strong>Emiliano Castro</strong><br />
músico e cientista social</p>
<p><a href="http://www.emilianocastro.com.br" target="_blank">www.emilianocastro.com.br</a></p></blockquote>
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		<title>Carlos Augusto Calil</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 15:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Secretário municipal de Cultura de São Paulo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Secretário municipal de Cultura de São Paulo</p>
<h5>&#8220;Política cultural era para ser muito interessante, muito estimulante. Não vou dizer inocentemente que não há aproximações, mas não se pode subordinar a cultura à política partidária, nunca.&#8221;</h5>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/17832965?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" width="750" height="422" frameborder="0"></iframe></p>
<p><a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/07/modelo-selo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-157" title="selo" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/07/modelo-selo.jpg" alt="" width="752" height="31" /></a></p>
<p>Faça o <a target="_blank" href="http://www.clipnabber.com/?txt1=http://vimeo.com/17832965">download</a> do vídeo (na janela que se abrir, clique em &#8220;Download FLV&#8221; com o botão direito e escolha &#8220;Salvar link como&#8221;).<br />
Entrevista gravada no dia 29 de junho de 2010 no estúdio <a href="http://www.cinevideobr.com.br" target="_blank">Cine &amp; Vídeo</a>, em São Paulo.</p>
<p><strong>Carlos Augusto Calil</strong> é cineasta e professor de cinema, rádio e televisão na ECA/USP há mais de 20 anos. Desde 2005, está à frente da <a href="http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/" target="_blank">pasta de Cultura da Prefeitura de São Paulo</a>, cujos destaques da gestão são as obras de reforma do Teatro Municipal de São Paulo, que em 2011 completa 100 anos, e a criação do <a href="http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/historico/index.php?p=72" target="_blank">Sistema Municipal de Bibliotecas</a>, que integrou todas as bibliotecas públicas municipais. Foi diretor de diversos filmes, entre eles &#8220;Simitério de Adão e Eva&#8221; (1975) e &#8220;A Metrópole e o Balé&#8221; (1998), entre outros trabalhos no cinema como montador, editor etc. Já foi vice-presidente da Comissão de Cinema da Secretaria de Estado da Cultura, diretor e presidente da Empresa Brasileira de Filmes S/A (Embrafilme), diretor da Cinemateca Brasileira e diretor do Centro Cultural São Paulo.</p>
<ul>
<li>Site: não tem</li>
<li>Blog: não tem</li>
<li>Twitter: não tem</li>
</ul>
<h2>Algumas produções de que participou</h2>
<p><a href="http://bcc.org.br/foto/96877"><img class="alignnone size-medium wp-image-1368" style="margin-right: 10px;" title="Imagem do filme &quot;Simitério do Adão e Eva&quot; (1975)" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/12/simiterio-300x227.jpg" alt="Imagem do filme &quot;Simitério do Adão e Eva&quot; (1975)" width="216" height="164" /></a><img class="alignnone size-medium wp-image-1369" style="margin-right: 10px;" title="Teatro Municipa de São Paulo em obras para reinauguração em 2011" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/12/teatromunicipal_marciofernandes_aeg-300x200.jpg" alt="Teatro Municipa de São Paulo em obras para reinauguração em 2011" width="240" height="160" /><a href="http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/dec/teatros/zanoni_ferrite/"><img class="alignnone size-medium wp-image-1370" title="Ao lado do prefeito Gilberto Kassab na inauguração da Biblioteca Zanoni Ferrite, em 2010" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/12/zanoniferrite-300x200.jpg" alt="Ao lado do prefeito Gilberto Kassab na inauguração da Biblioteca Zanoni Ferrite, em 2010" width="240" height="160" /><br />
</a><em>Imagem do filme &#8220;Simitério de Adão e Eva&#8221; (1975), curta dirigido por Calil; a fachada do Teatro Municipal de São Paulo em obras, para ser reinaugurado em 2011; e Calil ao lado do prefeito Gilberto Kassab na inauguração da Biblioteca Zanoni Ferrite (2010)</em></p>
<h2>Trechos da entrevista</h2>
<p>(leia a <a href="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/themes/prod-cultural/integra/integra-carlos-augusto-calil.html" target="_blank">íntegra</a>)</p>
<p>&#8220;Não precisava ser um torturador, sargento, para ser dirigente cultural da ditadura militar. Havia, como sempre há, brechas para você atuar, como hoje não significa que tudo tem que ser privatizado, tudo tem que ser mercantilizado. Por outro lado, negar o mercado é bobagem. O mercado existe antes da gente se constituir e continuará existindo depois da gente desaparecer, portanto é uma bobagem. O mercado é um dado da realidade. Artistas que dizem &#8220;Eu não produzo para o mercado&#8221; são ingênuos ou são narcisistas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Diretor precisa ter que prestar contas. Mas há prestações de contas e prestações de contas. Eu não sei se pedir todas as notas fiscais de determinada filmagem é a melhor maneira de você prestar contas, ou receber as contas, porque você sabe muito bem que você pode forjar tudo aquilo. (&#8230;) Mas por que isso aconteceu? Porque nós temos uma lei única para o serviço público. Então, se toda a arte agora é feita com o dinheiro público, todas as operações culturais terão que ser feitas como se faz uma ponte, como se constrói uma creche&#8230; Então não dá! Tem que ter um regime diferente para a cultura e para a arte.&#8221;</p>
<h2>Palavras mais faladas na entrevista</h2>
<p>Para que se tenha uma ideia do que foi dito e destacado pelo entrevistado, utilizamos um sistema de visualização chamado &#8220;Nuvem de Palavras&#8221;. Quanto mais vezes uma palavra é dita, maior ela aparece. Para ver as nuvens de todos os entrevistados, <a href="http://www.wordle.net/gallery?username=Produ%C3%A7%C3%A3o%20Cultural%20no%20Brasil" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p><a href="http://www.wordle.net/show/wrdl/2909795/Carlos_Augusto_Calil" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-1365" title="tags Carlos Augusto Calil" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/12/tag-carlosaugustocalil.jpg" alt="Palavras mais faladas" width="750" height="396" /></a></p>
<h2>Outros conteúdos relacionados a Carlos Augusto Calil</h2>
<ul>
<li>Entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo sob o título &#8220;Quem faz obra sabe que procura encrenca&#8221; (2010) <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101210/not_imp651846,0.php" target="_blank">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101210/not_imp651846,0.php</a></li>
<li>Reportagem sobre o primeiro encontro do projeto Anilla Cultural, da Prefeitura de São Paulo, rede que liga diversos países latino-americanos no Centro Cultural São Paulo (2010) <a href="http://www.centrocultural.sp.gov.br/informativo_2010_anillacultural.asp" target="_blank">http://www.centrocultural.sp.gov.br/informativo_2010_anillacultural.asp</a></li>
<li>Texto de Calil publicado na revista Raiz, rebatendo críticas de Emanoel Araújo, curador do Museu Afro-Brasil (sem data) <a href="http://revistaraiz.uol.com.br/portal/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=133&amp;Itemid=147" target="_blank">http://revistaraiz.uol.com.br/portal/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=133&amp;Itemid=147</a></li>
<li>Entrevista à revista Carta Maior (2007) <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14451" target="_blank">http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14451</a></li>
<li>Calil acompanha o ex-governador José Serra na inaguração do Sesc Belenzinho, em São Paulo (2010) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Stq-k7rX19M" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=Stq-k7rX19M</a></li>
<li>Perfil acadêmico de Calil na plataforma Lattes <a href="http://sistemas3.usp.br/tycho/curriculoLattesMostrar?codpes=53372" target="_blank">http://sistemas3.usp.br/tycho/curriculoLattesMostrar?codpes=53372</a></li>
</ul>
<h2>Fotos para download</h2>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/prodculturalbr/5278077052/sizes/o/in/photostream/" target="_blank"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-1366" style="margin-right: 10px;" title="calil1" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/12/calil1-150x150.jpg" alt="baixe no Flickr" width="150" height="150" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/prodculturalbr/5278076542/sizes/o/in/photostream/" target="_blank"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-1367" title="calil2" src="http://www.producaocultural.org.br/wp-content/uploads/2010/12/calil2-150x150.jpg" alt="baixe no Flickr" width="150" height="150" /></a></p>
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