Fernando Yamamoto

Fundador e diretor da Cia Clowns de Shakespeare

“Obviamente não somos cultura de massa, não temos escala industrial e jamais vamos ter, e não é este nosso objetivo. O nosso objetivo é se relacionar com o grupo nos microuniversos do outro, na comunidade do outro.”

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Entrevista gravada no dia 24 de junho de 2010 no estúdio Cine & Vídeo, em São Paulo.

Fernando Yamamoto é diretor de teatro, professor/oficineiro de artes cênicas e pesquisador teatral. Fundou a Cia Clowns de Shakespeare, em Natal (RN), em 1993. Desde então, dirigiu diversos espetáculos, entre eles “Fábulas” (prêmios APCA e FEMSA/Coca-Cola), “Farsa da Boa Preguiça” e “O Capitão e a Sereia” (Prêmio Shell de Melhor Figurino, em 2009). O grupo já esteve em 70 cidades, de 17 Estados brasileiros, e ganhou reconhecimento nacional. Yamamoto já ministrou mais de 30 oficinas, principalmente nos Estados do Nordeste e Norte, regiões em que trabalha, financiado pela Funarte, num catálogo dos grupos de teatro amadores e profissionais. Participa do Redemoinho – Movimento Brasileiro de Espaços de Criação desde 2004.

Algumas produções de que participou

"O Capitão e a Sereia" (2009)Fachada do Barracão Clowns, em Natal (RN)"O Casamento do Pequeno Burguês" (2006)Imagem do espetáculo “O Capitão e a Sereia” (vencedor do Shell de melhor Figurino em 2009); fachada do Barracão Clowns, sede do grupo em Natal (RN); e imagem do espetáculo O Casamento do Pequeno Burguês” (2006)

Trechos da entrevista

(leia a íntegra)

“Temos uma sede que é alugada, o barracão Clowns. Não é uma sede própria, mas é um espaço em que a gente, enfim, desenvolve nossas atividades, apresenta espetáculos. A gente tem um funcionário só, a gente tem um secretário que trata das questões mais administrativas, mas a gestão do grupo, o pensamento do grupo, acaba sendo feito por nós mesmos. A gente vive num país em que os grupos vivem em condição de extrema precariedade, mesmo aqui em São Paulo, enfim, em geral.”

“A gente tem buscado ao longo do tempo estabelecer relação com os grupos do interior do Rio Grande do Norte, em especial grupos menores, em que a troca se estabelece muito mais no nível de formação (e a gente tenta acompanhar o desenvolvimento destes grupos) do que uma troca em si. Obviamente que para a gente é sempre muito rico, enquanto formadores, a gente cresce muito nesse sentido. E na região, sim, a gente tem parceiros que são muito fortes.”

Palavras mais faladas na entrevista

Para que se tenha uma ideia do que foi dito e destacado pelo entrevistado, utilizamos um sistema de visualização chamado “Nuvem de Palavras”. Quanto mais vezes uma palavra é dita, maior ela aparece. Para ver as nuvens de todos os entrevistados, clique aqui.

Palavras mais faladas

O que já disseram sobre ele

“Sabendo levar a sério a estética popular, na trilha executada ao vivo e no cuidadoso figurino e cenário de João Marcelino, sem perder a irreverência que une o clown shakespearenano ao palhaço nordestino, o grupo conquista para Natal as atenções do Brasil. Depois desse ‘Muito Barulho’, que o resto não seja silêncio: muito se pode esperar dos Clowns de Shakespeare. É preciso dar corda a esse grupo.”
Sérgio Salvia Coelho, diretor teatral e crítico, no jornal Folha de S. Paulo (2005)
http://namoita.zip.net/arch2005-10-02_2005-10-08.html#2005_10-03_13_16_33-6831392-0

“O diretor de teatro Fernando Yamamoto é uma pessoa obstinada. (…) No barracão dos Clowns, a preocupação com o primor artístico supera todas as intempéries.”
Jornal Tribuna do Norte (2010)
http://tribunadonorte.com.br/noticia/o-mundo-dos-clowns/164681

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Comentários (4)

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