Poeta, fundador do Movimento Literário Extremo Norte
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Entrevista gravada no dia 15 de abril de 2010 no estúdio Cine & Vídeo, em São Paulo.
Rui do Carmo é administrador de empresas e autor de quatro livros de poesia e prosa. Em 2004, criou, ao lado de outros poetas e escritores, o Movimento Literário Extremo Norte, para promover o “resgate e a valorização da profissão na região”. Realiza saraus semanais espalhados por Belém (PA), cidade em que nasceu, em 24 de março de 1958. É fundador do Instituto Cultural do Extremo Norte e realiza o Encontro de Escritores do Extremo Norte, que ocorre desde 2007 na Feira Pan-Amazônica do Livro.
(leia a íntegra)
“A sociedade no papel da cultura hoje vai ter de renascer, buscar o seu renascimento, se identificar com as suas origens, com o seu som. Lá no nosso Pará, o carimbó, o lundu, o siriá, o tambor crioulo, o boi bumbá. Poder se olhar no espelho e dizer: ‘Eu gosto de ti, caboclo velho. Eita cara pálida d’égua!’.”
“A primeira coisa, quando tem uma crise, é cortar a verba da cultura. Pegaram a Fundação Tancredo Neves e tuf. O papel do Estado tem que ser fundamental, ele tem que ser de apoio à cultura, de apoio ao artista – que você possa escrever, produzir e encontrar um público leitor.”
Para que se tenha uma ideia do que foi dito e destacado pelo entrevistado, utilizamos um sistema de visualização chamado “Nuvem de Palavras”. Quanto mais vezes uma palavra é dita, maior ela aparece. Para ver as nuvens de todos os entrevistados, clique aqui.
“Rui do Carmo é um poeta que sabe vender o peixe dele. Onde for, em praça publica, sabe declamar não só as poesias dos grandes autores brasileiros, mas as suas próprias. A grande praia dele é a defesa dos autores locais, os autores paraenses. O nome do Movimento Extremo Norte é retirado de uma expressão utilizada por Dalcídio Jurandir, escritor inspirador do movimento ao lado de outros como Rui Barata, poetas e políticos importantes da década de 40 na região Norte. Rui do Carmo e seu coletivo possuem a mesma intenção que Dalcídio Jurandir tinha, de escrever sobre a região Norte, de defender uma outra literatura. Junto com o coletivo de poetas dele.”
Allan Carvalho, funcionário da Secretaria da Cultura do Pará, em entrevista à produção do projeto

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